Recebi este vídeo, vi e gostaria de compartilhar com vocês. Relutei um pouco em postá-lo pensando que talvez não fosse adequado para um blog que se propõe a falar de coisas corporativas. Para justificar fiz um viés que pra mim, pelo menos, faz sentido. As corporações, assim como a sociedade de maneira geral é formada por pessoas e pessoas são inteiras e não pedaços pessoais, profissonais, etc…na realidade é a somatória disso tudo. E como o vídeo fala de pessoas, fala de gente, de seres humanos, então posso colocar no blog.
Não consigo traduzir em palavras o que senti quando o assisti, mas um questionamento se fez absolutamente presente: “Será que estamos executando bem o nosso papel na sociedade ?”
No filme, podemos questionar a ideologia, se a pessoa está agindo de forma correta ou não, entretanto não quero me ater a essas miopias. Prefiro ver a ferida maior.
Situações como a mostrada neste filme leva-nos normalmente e naturalmente a refletir, mas o convite que gostaria de fazer a todos é o de que não fiquem apenas na reflexão. Partam para a ação, se sintam indignados. Façam alguma coisa. Vamos fazer a nossa parte.
As cenas não são muito diferentes das que podemos ver olhando para os lados, no nosso País, no nosso Estado, aqui, na nossa Cidade.
Lembrei da música do Titãs chamada Miséria. A letra é a seguinte:
“Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Índio, mulato, preto, branco
Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Miséria é miséria em qualquer canto
Filhos, amigos, amantes, parentes
Riquezas são diferentes
Ninguém sabe falar esperanto
Miséria é miséria em qualquer canto
Todos sabem usar os dentes
Riquezas são diferentes
Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Miséria é miséria em qualquer canto
Fracos, doentes, aflitos, carentes
Riquezas são diferentes
O Sol não causa mais espanto
Miséria é miséria em qualquer canto
Cores, raças, castas, crenças
Riquezas são diferenças
A morte não causa mais espanto
O Sol não causa mais espanto
A morte não causa mais espanto
O Sol não causa mais espanto
Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Cores, raças, castas, crenças
Riquezas são diferenças
Índio, mulato, preto, branco
Filhos, amigos, amantes, parentes
Fracos, doentes, aflitos, carentes
Cores, raças, castas, crenças
Em qualquer canto miséria
Riquezas são miséria
Em qualquer canto miséria”
O filme (curta metragem) se chama “Chicken a La Carte” de Ferdinand Dimadura – diretor de cinema filipino – e segundo informações foi eleito pelo público como o melhor (mais popular) do Festival de Berlin em fevereiro de 2006.





